quinta-feira, 12 de maio de 2016

O Universo Passo a Passo Axion

O Universo Passo a Passo Axion
Quinto Passo

Os Fundamentos da Realidade

Saber é poder
Francis Bacon

            Neste artigo não vou mencionar os quatro trabalhos anteriores, quero apenas tornar evidente que se há falhas no entendimento do Universo, estas falhas só podem estar em nosso entendimento, no entanto o que já temos é o suficiente para realizar o bastante!
            Portanto vou falar um pouco de nossa própria morfologia, no sentido de mostrar como se dá a formação do pensamento humano dentro do convívio social e depois abordarei uma nova visão evitando nossas fugas mentais em aceitar conceitos fora deste conceito coletivo, que por sua vez nos trás a ideia de prosseguir em uma viagem, mas em qual direção?
            Assim como o comandante da nave Axion, cansado de não fazer nada e saindo do piloto automático quero convidar vocês há uma viagem pelo Universo das evidências.

            Para isso quero mostrar os pensamentos de Francis Bacon: Nascido em Londres, (22 de Janeiro de 1562 á 9 de Abril de 1626) Bacon é considerado um dos fundadores da ciência moderna, critico de Aristóteles, por ver que a dialética produzia mais falácias que arrecadava conhecimentos, ele defendia o empirismo como método cientifico, onde a observação e experimentação devem ser regulados pelo raciocínio lógico. Em sua maior critica, ele dizia que os homens de experimentos eram como formigas: só coletam e usam o que coletam já os pensadores seriam como aranhas: constroem teias de suas próprias substâncias, mas os abelhudos tomariam um caminho intermediário: coletam seu material das flores, os digere e transformam por um poder próprio. Assim o verdadeiro filósofo não dependeria somente da sua capacidade mental, nem seria dependente somente do que coleta de forma natural ou somente de uma observação mecânica, mas traria ao seu próprio intelecto aquilo que digeriu permitindo-se saborear do próprio saber e usando a racionalidade e a experimentação regurgitaria seu saber pela docilidade da ciência, assim o conhecimento científico só será alcançado através excreção de uma série de pré-conceitos chamados por Bacon de ídolos!

                        Teoria dos Ídolos.

            Desiludido com a dialética de Aristóteles, Bacon dizia que esta metodologia era boa somente para as disputas e controvérsias, mas estéril em obras e desvantajosa para o conhecimento do homem, assim ele defendia uma nova metodologia para a observação científica no qual ele chamou de Método Indutivo Puro, mas antes de falar deste método quero falar sobre os Ídolos. Por causa dos males produzidos pela dialética, Bacon identificou quatro tipos de Ídolos:

  1. Idola Tribus (ídolos da tribo): é o próprio espírito humano, que por sua natureza se limita a entender sem causar a si próprio uma contradição, assim omite o que lhe é desfavorável as suas crenças e emite somente o que lhe é favorável, sendo assim assume como verdade suas percepções como sendo elas as leis que regem todo o Universo. Também está ligado ao egoísmo gregário, ou seja: ao ego do grupo. São aqueles que defendem as ideologias da qual desde seu nascimento pertencem, como idéias de nacionalização, defesa das chamadas “tradições” e comportamentos que só são válidos em grupo, como por exemplo: torcer pelo seu time, seu esporte favorito, religiosidade..., assim os idolatras tribais só assumem esta forma por pertencerem à tribo que o formam.

  1. Idola Specus (ídolos da caverna): Da mesma forma que na republica de Platão, cada pessoa possui sua própria caverna, que interpreta e distorce o que vê a sua forma particular à qual estão acostumados, assim cada um possui em sua crença, sua verdade pessoal, tida como única e indiscutível. Portanto, os ídolos da caverna perturbam e emperram o conhecimento, uma vez que se mantêm presos em preconceitos e singularidades oriundos de seu mundo e convivência que levam a serem coniventes somente com aqueles que lhe aprovam.

  1. Idola Fori (ídolos da vida pública): Estes são os mais perturbadores, pois se consideram intelectuais graças ao uso de palavras e de nomes consagrados por todos, palavras estas que são estabelecidas nas relações humanas através da conversação, atribuindo nomes a coisas inexistentes (como “energia”, por exemplo) ou nomes confusos a coisas que existe, o que leva ao engano gerado pelo discurso com o uso de palavras conhecidas ou até inicialmente desconhecidas, mas que acabam sendo aceitas por todos. Para evitar isso os matemáticos buscam restaurar o entendimento através de novas definições, no entanto segundo Bacon nem mesmo estas definições poderiam remediar totalmente este mal já que ao tratar as coisas materiais e naturais por definições e estas por sua vez são identificadas com palavras que acabam se explicando por outras palavras, gerando assim um convencionalismo linguístico muitas vezes maquiado como linguagens técnicas, acabam criando uma falsa sofisticação e robustez ao entendimento somente pelo emprego de tais palavras.

  1. idola Theatri (ídolos teatrais): também podendo ser chamado de Ídolos de Autoridade, são os falsos conceitos e ideologias filosóficas, teológicas, políticas e cientificas, todas mesmo sendo ilusórias ganham vigência devido a autoridade atribuída aos seus autores ou até mesmo seus atores. Um grande exemplo pode ser dado pelos mitos. Para Bacon em sua época eram os mais perigosos, pois se apoiavam em livros que eram considerados sagrados e sendo única fonte verdadeira de conhecimento. As crenças consagradas aos ídolos de autoridade levavam a reflexões que muitas vezes não podiam ser comprovadas nem validadas, no entanto seu peso como conceito era indiscutível. Exemplo: as Esferas Perfeitas ditas por Aristóteles dominou a crença em toda a Europa por quase dois mil anos, sendo estes conceitos um grande obstáculo para evolução e entendimento da ciência.

            Apesar de toda critica de Bacon, vemos que todos estes obstáculos para o entendimento da ciência muito atual e predominante em todas as áreas de nossas vidas, sem estes Ídolos já teríamos avançado muito mais em conhecimento e na ciência, principalmente usando o Método Indutivo Puro: é o processo pelo qual para se chegar ao conhecimento ou demonstração da verdade, parte de fatos particulares, comprovados se tira uma conclusão genérica ou Universal, no qual bacon subdividiu em quatro etapas:

  • Observação da natureza.
  • Organização racional.
  • Formulação de hipóteses.
  • Comprovação através de experimentações repetidas.

            O conhecimento cientifico fica mais fácil de ser alcançado com a destruição dos ídolos mentais e extinção dos maus hábitos causados pela linguagem e até mesmo os gerados pelo comportamento humano, que por sua vez são o reflexo dos ídolos mitológicos que em grande parte carregam os mesmos conflitos do homem.
            Assim, quero neste artigo tratar o conhecimento sobre nosso Universo dentro do crivo da capacidade de julgamento crítico estabelecendo algumas normas de analise independente do julgamento pessoal e até mesmo desvinculadas do julgamento cientifico atual, pois se queremos ultrapassar a barreira do que sabemos temos que deixar todos nossos “ídolos” seja pessoal ou impessoal de lado e levar a compreensão ao ponto máximo de exaustão até esgotar as possibilidades de diversas interpretações de uma verdade que seja imbatível somente dentro do axioma a qual se apresenta, sendo assim uma lei=regra ou até mesmo um princípio geral.
            E para demonstrar total imparcialidade quero trazer ao nosso júri de conhecimento dois grandes pensadores de nossa era moderna que embora tenham se tornado ídolos, são imbatíveis no contexto jurídico, o primeiro é:  Ronald Myles Dworkin (1931 á 2013):

Dworkin foi filosofo de direito e professor de Teoria Geral de direito na University College London e na New York University School.
Lançou a sua teoria de direito como integridade, em sua obra ele afirmava que:

            Quando dois princípios entram em colisão, ganha aplicação aquele princípio que, pelas circunstâncias concretas do caso, mereça prioridade sem que isso importe na invalidade do princípio oposto. Já no caso das regras quando duas entram em conflito, afirma Dworkin, uma delas definitivamente não pode ser considerada válida. A colisão dos princípios, portanto, segundo Dworkin, resolve-se na dimensão de peso; já o conflito entre regras resolve-se no plano da validade.

            Sabemos que nosso Universo é regido por Leis (regras) e princípios, não é porque um cientista decidiu que deva ser assim, na realidade as leis que regem o Universo não são “descobertas” como costumamos dizer e sim se tornaram evidentes perante o conhecimento humano e é claro, alguém tem de ser o primeiro a fazer isso. Portanto nada mais justo que estabelecer uma fórmula para que possamos entender a validade e o peso das leis e principalmente saber interpretá-las eliminado nossas tendências por ídolos ou até as tendências na qual viemos idolatrando nossas formulações. Para isso, como base para nosso conhecimento precisamos entender como a conclusão de nossas idéias deve definitivamente ter validade. Para tal o “jusnaturalismo” deve ser considerado:

            Jusnaturalismo é mais uma daquelas palavras que se engloba nos ídolos de autoridade, mas vamos observar e absorver como abelhas somente a essência do que ela quer dizer; Jusnaturalismo é o mesmo que um direito natural e fundamental que a partir da razão ou até pela crítica (faculdade de examinar) se distingui seja pela prática ou pela oposição a aquilo que não possa ser.

            Assim nos vemos com a necessidade de entender o funcionamento de nossa capacidade de julgar com imparcialidade com nossa própria capacidade de julgamento, para estabelecer como algo pode ter validade ou peso maior vamos chamar outro jurista: Robert Alexy (Alemão, 9 de Setembro de 1945) filosofo de direito Alexy estabelece alguns conceitos sobre o ponto de vista de Dworkin, para Alexy o ponto decisivo para a distinção entre regras e princípios é que os princípios são mandatos de otimização enquanto que as regras tem o caráter de mandatos definitivos
Assim vamos distinguir melhor o que cada um é, primeiro o que são Regras:

·         Podem ser enumeráveis, exemplo: Primeira lei de Newton, Segunda lei de Newton...
·         É tudo ou nada! Como a Lei de conservação de massas.
·         Regras de um modo geral precisa de um condicionamento se houver então... Portanto somente operam diante de fatos, sendo assim definitivos.
·         Ou são válidas ou inválidas, ou incluem ou excluem.

            Para Robert Alexy as regras são razões definitivas, podendo ou não ser satisfeitas, se no caso forem precisam ser em sua total integridade, possuem ordenação certa e são atemporais, ou seja: não possuem prazo de validade. Regras permitem exceções, mas desde que se esgotem todas as possibilidades de aplicação das mesmas ou se estas estiverem fora do contexto. Em casos onde as regras não se aplicam também não há como limitar algo as regras, o que não significa sua extinção, apenas que excede as mesmas.
           
            Já os Princípios:
·         Possuem dimensão de peso ou importância, sendo então valorativo.
·         Um Princípio não é exceção ao outro.
·         São abertos, assim não conduzem a uma única conclusão.
·         São mandamentos de otimização, ou seja: são uma ordem ou comando que em suma indicam uma alternativa ou direção, já a otimização indica a melhor forma, alternativa ou recurso com o propósito de alcançar um determinado fim.
·         Podem ser satisfeitos em variados graus tanto de menor ou maior valor de acordo com os parâmetros apresentados.
·         A satisfação de um princípio não precisa ser necessariamente determinado pelo próprio princípio.
·         Tem como objetivo abrigar, preservar e servir aos parâmetros Axiomáticos.
·         Podem ser obedecidos em ordem mínima, média e máxima, só não podendo não ser obedecidos.
·         Princípios impedem a construção de outros princípios que sejam contrários ao conteúdo do próprio princípio.
·         Princípio tem relação de precedência.
·         Em determinadas condições, quando um princípio prevalece sobre outro a conseqüência é o estabelecimento de uma regra.



            A partir daqui já sabemos que:

Para entendermos o Universo com imparcialidade temos que entender que as leis que regem o Universo são de fato incontestáveis, no entanto a tradução precisa ser feita incontestavelmente e da mesma forma, pois havendo dúvidas em determinado aspecto significa então que a regra pode não estar clara o suficiente para ser considerado um axioma, ou seja: não vem ou se origina de algum princípio. Assim podemos então nos aprofundar no entendimento de um determinado princípio até estabelecer uma base axiomática e a partir de então criar regras que possam nos ordenar (guiar) sem que haja colisão entre as regras ou alterações dos princípios. No caso de haver colisão vale em tais circunstâncias o princípio que tem maior peso ou importância no qual deve se estabelecer uma regra.

            Bom! Quero com isso tudo dizer que:

            A partir daqui em diante não está em julgamento o “meu” modo de pensar, ou a forma com que víamos pensando sobre o Universo, também não está em questão a minha vontade ou o meu desejo de fazer alguma descoberta. Simplesmente quero entender o Universo que vivo e infelizmente a ciência que temos hoje não me dá respostas que sejam claras e findáveis em algum axioma definitivo, por isso quero entender o que é mesmo as:

Sete Grandezas Fundamentais

            Em primeiro lugar é preciso entender o que é fundamental, ou seja, aquilo que é em sumo, o principal, algo que não pode faltar, a base, o essencial, imprescindível, elementar... O princípio do próprio princípio, como por exemplo: o que é o espaço?

            Vamos pegar como exemplo de grandeza o comprimento, a medida, o lugar no espaço... Estabelecemos por convenção que o espaço é alguma coisa que a humanidade definiu como unidade: o metro, este por sua vez pode ser dividido por milímetros e este também pode ser dividido... Temos isso como fundamento, mas fundamentalmente não sabemos exatamente o que é que estamos mesmo medindo!
Mesmo que ajustemos as medidas para a escala dos átomos, fisicamente não temos ainda uma boa ideia do que seja mesmo o átomo, sabemos que existe, mas o que é?

O que compõe?

Sem me limitar ao conhecimento atual e achar que com este conhecimento que já temos é uma resposta definitiva, ou que pelo menos achamos que temos, que de certa forma tem por base apenas o estabelecimento de valores matemáticos que por sua vez regem sob forma de “leis” nosso Universo, assim como qualquer lei ela só se estabelece sobre fatos, mas não diz o que é, portanto ainda não se estabeleceu uma característica definitiva do que é, e como foi dito acima uma lei necessita de um condicionamento, se houver então cabe a lei ser aplicada sobre o que é, no entanto não diz nada sobre o princípio que há necessitou. Definir o espaço por medidas, ângulos, formas, áreas onde convencionalmente pode-se dizer que: se aqui é para cima o inverso é para baixo, se aqui é para dentro o inverso é para fora... Não nos diz com clareza o que realmente estamos postulando, apenas sabemos que há alguma coisa e com isso medimos, como podemos ver a lógica simplesmente funciona sem a necessidade de cumprir alguma fundamentação maior, apenas segue-se aos fundamentos pré-estabelecidos pelo homem. Mas temos que admitir que ha sim a falta de algum princípio para entender o próprio espaço, então como princípio podemos isolar os mandatos de otimização que já temos e tentar estabelecer uma definição geral que pode ser entendido como uma regra ou somente um princípio.

            Como já temos um número suficientemente grande, bom e geral de regras para definir o espaço, como o espaço Euclidiano, as regras Pitagóricas que nos fornecem as noções trigonométricas, topográficas e outras tantas mais, vamos entender através da observação e do nosso raciocínio lógico o que venha ser o Espaço.
            Para isso tomamos uma garagem, por exemplo, supondo que você tenha uma garagem, vamos considerar uma garagem de tamanho médio onde cabe a maioria dos carros de passeio, digamos uma garagem de 5 m. de comprimento, 4 m. de largura e 3 m. de altura. Portanto você tem uma área de espaço onde possa ter um carro. Como existem diversos modelos de carros, diversas marcas e até mesmo para um carro de um mesmo fabricante, do mesmo modelo e da mesma cor, existem números que identificam este carro como sendo único.

            Podemos dizer que temos um número quase infinito de possibilidades de carros em sua garagem, portanto definir o espaço da garagem apenas por sua área não define o carro que você pode ter. Da mesma forma que definir o carro também não define o uso, nem o motorista, nem a forma de dirigir e muito menos subtrai algum outro valor do espaço de sua garagem, apenas ocupa este espaço. Desta forma não podemos definir o espaço pela área e nem pelo material que o compõe, sendo assim o espaço é fundamental para qualquer coisa que possa existir, mas não é em suma somente e sempre o mesmo fundamento para cada momento, podendo qualquer coisa existir no espaço, mas ainda não nos dá uma definição. Juridicamente e dentro dos parâmetros apresentados acima não há com isso um mandamento de otimização do espaço, assim se pudéssemos considerar todas as possibilidades de carros em sua garagem todas elas são validas e possíveis, então como definir apenas uma?

            É certo que o tempo nos dá a possibilidade de termos qualquer carro, vamos definir que a cada dia um novo carro possa estar em sua garagem, isso é uma analise do espaço behaviorística!

Behaviorismo é uma forma bem simples para se chegar a uma conclusão. Trata-se de reduzir ao máximo qualquer outro parâmetro externo ao experimento, onde a analise é feita somente sobre o comportamento observável ignorando todos os demais dados que possa interferir no entendimento do próprio experimento.

            Bem, Estou usando este mesmo reducionismo muito usado para o entendimento de organismos, para entender o espaço, e então vamos desconsiderar sua capacidade financeira pra isso e outros dados mais... Sabemos que não há nada que impeça a sua garagem de ter qualquer outro carro diferente em intervalos de tempo diferente, mas isso não nos diz nada sobre o espaço, apenas nos diz que, e de certa forma: Que qualquer coisa pode ocupar este espaço!

            Portanto definimos em principio que:

            O espaço pode ser qualquer coisa!

            Agora o que venham serem as coisas então?

            Sabemos que são constituídas de entidades materiais... Portanto são dimensões sobre dimensões... Vou reduzir um longo caminho pelo tempo e concluir que:

        Parte do espaço é: apenas área, e outra parte é: coisas que ocupam área sobre área.

            Bom, temos assim um número quase infinito de possibilidades de carros em sua garagem ∞ + carros= ∞carros sendo assim podemos concluir que o espaço infinito possui além de sua área finita um número de conjuntos reais de possibilidades de carros em sua garagem, sendo assim..., supondo que sua garagem seja eterna, ou seja: este espaço existe e sempre existirá, concluímos que também existe a possibilidade de infinitos carros e mesmo que você queria ter sempre o mesmo carro, o mesmo também sempre existirá... Isso se torna redundante, mas nos permite dizer que temos então duas características distintas ao espaço:

1.      Somente área: seria o Espaço cúbico da sua garagem, uma consideração padrão para qualquer coisa independente de: pressão, massa, tempo, tensão...
2.      Somente de “massa”: seria o espaço ocupado por quaisquer entidades (coisas) físicas, a matéria em si conforme conhecemos, neste caso então entram as grandezas mencionadas acima, como: pressão, massa, tempo, tensão...

            Vemos então que existem duas características do espaço que podem se resumir entre o “nada” e o “tudo”. Para o Nada: podemos considerar apenas as dimensões de localização, por exemplo: a rua onde você mora, o número de sua casa e o local onde fica sua garagem, já para o tudo: não podemos ter todas as dimensões de carros possíveis ao mesmo tempo, portanto o “tempo” neste caso é uma dimensão que atua entre o “nada” e o “tudo”, pois se eu pudesse ter todas as possibilidades de carros dimensionadas pelo tempo, ou seja: todos os carros que estiveram lá em toda a passagem do tempo no espaço de sua garagem teríamos não valores reais de todos os carros reais possíveis, mas teríamos valores dimensionais (campos) de carros dimensionados no espaço de sua garagem...

            Isso nos leva a acreditar que o tempo atua no espaço como um contador dimensional...

            Vamos levar isso em termos um pouco mais reais agora!
            Suponhamos que desde o inicio da existência do planeta Terra a área de sua garagem estava presente, digamos em um tempo “t” e que para o futuro esta área vai continuar existindo, entretanto, digamos que durante todo este período, desde a existência do planeta Terra até o seu fim quando nosso Sol se extinguirá..., (vamos ignorar maiores detalhes), a quantidade de matéria “m” que passou por sua garagem, como o espaço “e” da sua garagem é sempre o mesmo temos somente o tempo em elevação podendo ser entendido então como: e = m ∙ t2, bom, parece até que estou querendo imitar a fórmula de Einstein, mas se a lógica se aplica como diz o principio das regras se há o tempo então por definição temos que considerá-lo qual seria o princípio válido então:

·         Energia: Como substância, como coisa real, algo com poder de transformar um carro em qualquer outra coisa...
·         Tempo e espaço: Apenas o acumulo de possibilidades de dimensões dentro da área de sua garagem.

Já que todos sabem ou acreditam saber o que é “energia” vou deixar este conceito de lado e a partir daqui entender somente o que significa o tempo ao quadrado:

            Imagine que:

            Para todo o Universo existe uma possibilidade, ainda que remota, de você poder escolher e ter todos os carros que quiser, vamos supor que esta possibilidade é de 1 em 0,000001, sabemos que quanto menor for uma possibilidade, as probabilidades tendem a se aproximar de 1 com o tempo, assim quanto mais próximo do nada, o nada tem maior possibilidade de chegar a 1 possibilidade real...  Matematicamente 1/0 = ∞, já as possibilidades reais se tornam 1/1 = 1 e mesmo que se divida isso de igual para igual com o tempo 0,0001/0,0001 = 1, pois esta possibilidade continua a existir, agora, se não houvesse nenhuma possibilidade 0/1 = 0 e 0/0,0001 = 0, o mesmo ocorre para valores reais negativos, neste caso tanto 0 quanto 1 tendem ao infinito, pois seguindo os princípios euclidianos, onde há iguais são iguais, espaço e tempo são então a mesma entidade para o infinito. Sendo 0 logicamente é igual a 0 e 1 igual a 1 e ∞, como em meio a uma indefinição, quem assume o valor real, se o espaço ou o tempo, podemos chegar a uma determinação?

            Estamos entrando a partir de aqui na formulação de hipóteses, e talvez nosso senso comum nos impediu de ver não a resposta, mas qual seria mesmo a pergunta, então ao invés de procurarmos por uma definição determinante podemos fazer o contrario: partir para uma indefinição indeterminada, algo como a transformada de Laplace, mas sem o artifício (uso) da matemática.

            O que proponho é bem simples embora exija um terceiro aspecto para indefinição e indeterminação, é através do que eu chamo de incoerência determinante.

            Funciona como o dilema dos carcereiros gêmeos, depois voltamos para a analogia da garagem:

            Em um presídio, um prisioneiro tem a chance de ser solto se ele fizer a escolha certa! Entre duas portas uma delas pode levá-lo a liberdade já a outra ele continuará na mesma cadeia, para facilitar ou dificultar sua escolha a ele é permitido fazer uma única pergunta a um dos dois carcereiros, que embora gêmeos idênticos possuem caráter bem diferente! Um deles sempre diz a mentira, o outro sempre diz a verdade. Deste modo cabe ao prisioneiro fazer a pergunta certa, independente de qual seja o carcereiro, a pergunta precisa dar a nosso prisioneiro a liberdade, então sem contar com a sorte ele pergunta ao carcereiro:

                        - Se você fosse seu irmão qual porta você me indicaria pra sair?

E assim abrindo a porta não apontada pelo carcereiro nosso prisioneiro se libertou! Como?

            A questão é muito simples: Sendo o irmão que fala sempre a verdade ele indicaria a porta que o libertaria, já se fosse o mentiroso indicaria a porta que o mantém preso, mas a pergunta não foi diretamente para o irmão que ali se apresenta e sim sobre qual resposta o seu outro irmão daria! De certo que se o irmão que fala a verdade apontaria a porta que o mentiroso iria apontar já o mentiroso não iria falar uma verdade e, portanto apontaria a porta que ele mesmo iria apontar assim independente de qual dos dois estivesse ali presente a porta da liberdade será sempre a outra porta!

            Desta forma não determinamos diretamente a nossa pergunta para se obter uma resposta, nem definimos qual dos dois estaria presente e também ao carcereiro não há como saber qual a determinação que iremos tomar a partir de sua resposta, por isso chamo de incoerência, no entanto determinante para se obter a liberdade. Pode-se dizer que se trata de filosofia e não há como ter uma lógica matemática presente neste jogo psicológico, no entanto temos sim um modelo matemático que explica o dilema dos carcereiros gêmeos. Em 1960 o matemático Stephen Smale (Americano, nascido em 15 de Julho 1930) trabalhava nas praias de Copacabana quando idealizou uma figura geométrica parecida com uma ferradura: trata-se de uma transformação de um plano que associa dilatação, contração e dobradura, transformando um quadrado em um tipo de ferradura num giro de 3600 (Ver vídeo abaixo) acontece que em um sentido horário se tem uma figura que ao chegar a seu ponto de origem devido a ação causada pela transformação no espaço chega distorcida se assemelhando a uma ferradura, no sentido anti-horário a figura chega com uma diferença de 900 ao se cruzar as duas figuras podemos pontuar seus pontos de cruzamento com as linhas formadas pelas intersecções A e B, acontece que na figura podemos ter qualquer combinação imaginada da seqüência AB ou ABBBA, BABABBA... Não importa qual combinação você queira todas elas são possíveis! O mais incrível é que entre ambas as figuras é sempre possível se conseguir uma combinação instável em meio a uma estrutura estável, é o que os matemáticos chamam de estabilidade estrutural, isso quer dizer que nosso prisioneiro apesar de criminoso soube reconhecer que em meio ao caos aparente foi possível sair pela outra porta livre e tranqüilo por ter descoberto uma estrutura lógica que lhe permitiu ter a verdade como fator estrutural independente dos entes serem a favor ou contra a verdade. (Talvez a mesma construção lógica seja usada na Decoerência no mundo Quântico.)

Assistam ao vídeo: 

(Achei o trabalho gráfico de Jos Leys incrível e vale à pena assistir toda série! Acompanhe no site: CHAOS! Uma aventura matemática.)

            O que isso tem a ver com a dobra do tempo?

            Lembra que disse que a ferradura tem uma diferença de 900?

            Da mesma forma que o prisioneiro fez a pergunta sem se importar com os entes que lhe respondera apenas a estrutura lógica permanece presente, da mesma forma para se conseguir uma estrutura do “Agora” precisamos ter em conta o movimento vetorial do espaço para a massa nos dando assim uma característica física sempre presente e real do espaço. Isso significa que elevando o tempo ao quadrado estamos também considerando a estabilidade estrutural do espaço ao quadrado, como espaço e tempo se fundem em uma mesma estrutura formando assim a quantidade de estruturas possíveis dentro de combinações de vetores infinitamente e através destes encontramos vetores estáveis, portanto estes vetores são em suma a parte do espaço invariável e indiferente as formas e estruturas dos objetos ou, o que quer dizer então que se trata da própria estrutura redundante dentro de todas as estruturas possíveis de objetos possíveis em sua garagem. (Em suma esta estrutura é chamada por nós de átomo)

            Percebe que utilizei apenas uma lógica de espaço em dobra que, apesar de ainda relatar possibilidades infinitas temos na combinação de vetores no espaço todas as possibilidades de infinito dentro de uma estabilidade estrutural estável, podemos dizer então que em meio a qualquer que seja a ocorrência estrutural no espaço existe neste espaço uma versão determinada antes mesmo de sua possibilidade ser ou não dimensionada na estrutura real do espaço já existe ou já existiu ou até mesmo existirá.

            Seguindo a mesma lógica, podemos aplicá-la as outras grandezas fundamentais do espaço?      

            Considerando sua garagem eterna há uma parte do espaço em que a própria estrutura do espaço se reencontra ocupada, ou seja: tem uma relutância em ser igual a todos os carros possíveis, podemos chamar o espaço onde ocorre esta relutância de campos que, por conseguinte podemos dar a cada campo uma unidade básica de redundância... Bem, como a figura topológica apresentada acima pode ser distorcida independente do que possa vir a ser uma coisa material, real, física em sua garagem, assim podemos dizer que sua garagem com os 3 valores de área pode redundar em mais 3 valores de vetores que podem se mover dentro dos campos dimensionais de sua garagem, bem como o tempo é apenas o movimento das coisas no espaço, tanto para o passo passado como para o passo futuro, os campos também devem indicar a direção e a velocidade destes movimentos, embora haja com isso o acumulo de infinitos, sobre infinitos, há e como já vimos, uma estrutura lógica estável em meio a tudo que você possa ter na sua garagem.

Um quadrado (bidimensional) tem 4 lados iguais e em um ângulo de 900 em cada ponto de seus vértices, com 4 vértices e 4 arestas, a dilatação, a contração e a dobradura transpôs o quadrado em uma figura geométrica com 4 retas quase paralelas. Com isso transformamos os 4 ângulos de 900 em uma amostra de uma circunferência 90 ∙ 4 = 3600 praticamente significa que tanto aumentamos (dilatação) como diminuímos (contração) e também dobramos as dimensões para dentro delas mesmas, podemos dizer, pelo menos topologicamente que temos assim uma amostra de 4 dimensões sobrepondo a mesma figura em seu mesmo espaço e tempo inicial em 4 dimensões e com o giro ao contrario sobrepomos novamente o ângulo de 900 temos assim 8 campos dimensionais. E com apenas 8 dimensões temos todo o infinito de combinações possíveis em uma estrutura estável.

Sei que isso está ligado aos Quaternios e aos Octônios, no entanto e infelizmente não posso me aprofundar por este caminho, pois não tenho conhecimento na área, o que entendo é que se trata de números imaginários em campos dimensionais mais profundo além das 3 dimensões espaciais na qual se encontra todos os nossos sentidos, no entanto como isso pode ser contido em apenas 3 dimensões de área?


 Vamos tentar aqui enumerar isso dentro da lógica mais simples possível: A somatória:

            Já chegamos, e não podemos negar que: com a lógica apresentada até aqui qualquer carro pode se apresentar e “ser” o seu carro, agora começamos a repetir à lógica e aplicando em outros parâmetros, vamos ver se a mesma topologia pode ser aplicada aos números naturais mais simples como um reducionismo as partes que compõe os carros possíveis: para se ter 1 parte, basta 1 mesmo + que 1 é 2, que é composto de 1+1= 2 que é o mesmo que 1 → 1..., vamos por isso em uma tabela:
1 = 1 ≥ 1
2 = 1 + 2 = 3 ≥ 3
3 = 1 + 2 + 3 = 6 ≥ 6
4 = 1 + 2 + 3 + 4 = 10 ≥ 1
5 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15 ≥ 6
6 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 = 21 ≥ 3
7 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28 ≥ 1
8 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 = 36 ≥ 9
9 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 = 45 ≥ 9
10 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 = 55 ≥ 1
11 = 1 +2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 + 11 = 66 ≥12 ≥3
12 = 1 +2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 + 11 + 12 = 78 ≥ 15 ≥ 6

Vemos aqui que: ao se somar (dilatar) os números naturais e reduzindo (contrair) a casa das unidades temos uma seqüência infinita dos números: 1 - 3 - 6 - 1 - 6 - 3 - 1 - 9 - 9 - 1 - 3 - 6 - 1 - 6 - 3 - 1 - 9 - 9, esta seqüência perpetua ao infinito, usei o sinal ≥ apenas pra indicar a direção. Vamos entender o que essa seqüência tem a ver com a: dilatação > contração > dobradura?

  1. Dilatar: é tornar algo maior e seguindo os princípios euclidianos, iguais são iguais, por isso em toda seqüência apresentada acima o número 1 deve ser apresentado como a aquisição de +1 dimensão sobre as dimensões já existentes.
  2. Contrair: é o mesmo que reduzir, no caso apresentado no vídeo reduzimos as arestas ao estado de campos onde apenas as coordenadas e as abscissas são levadas aos extremos aproximando-as a formar igualdades entre si.
  3. Dobradura: é duplicar algo por si mesmo, tanto no vídeo quanto na somatória dos números naturais os valores estão sujeitos a aproximação por 1, o mesmo ocorre quando elevamos qualquer número a 0 mesmo considerando o seu valor negativo, o que vale dizer que esta aproximação nos leva ao infinito.

            Agora vamos entender o que a seqüência: 1 - 3 - 6 - 1 - 6 - 3 - 1 - 9 - 9... nos diz.
            Vemos nesta seqüência somente um número par (6), um único número primo (3) e o único número impar na casa das unidades que não é primo (9) e nosso pobre e poderoso órfão (1). O 1 por sua vez está ligado ao 0 já que todo número diferente de 0 elevado a 0 é igual a 1. O (0) e o (1) estão assim como o espaço e o tempo intimamente ligados e unidos para sempre. Tudo isso parece rolar apenas como uma curiosidade matemática, mas voltamos ao seu tão e desejado carro, suponhamos que você em meio a tantas possibilidades infinitas de ter seu carro escolha o carro “n” se você pudesse viver infinitamente, sua garagem sendo infinita o seu carro teria de ter o mesmo valor infinito! Bem isso exigiria uma manutenção eterna também, o que levaria a ter peças de reposição eternas, mecânicos eternos..., mas vamos pensar apenas nos campos.

            Stephen Smale, com sua simples (mas complexa) ferradura, nos mostra que vetores em um espaço de 3 dimensões podem possuir valores (spins) infinitos, é claro que se for associado ao movimento infinito, agora como conseguir isso sem... Digamos sem nenhuma força! Como conseguir movimento sem se mover!

            Parece algo impossível!

O Efeito Coriolis

            Gaspard Gustave de Coriolis (1792 a 1843, Francês) foi um engenheiro e matemático que descobriu um efeito, batizado com o nome de Força Coriolis ou efeito Coriolis, é considerada uma pseudo-força, pois se baseia em uma força inercial de outro movimento referencial, como indicado na figura ao lado. O movimento de rotação da Terra cria um segundo movimento, de efeito muito pequeno a todas as outras coisas na superfície da Terra, este movimento é o efeito Coriolis, outro Francês Jean Bernard Léon Foucault (1819 a 1868) usou o mesmo efeito para explicar o movimento de rotação da Terra usando um pendulo, sua experiência é chamada de Pendulo de Foucault, bom, não vou entrar em maiores detalhes aqui pra não alongar muito o texto, o que me chama a atenção é que se uma força inicial gera outra força, de onde vem a primeira força?

Covariância de Lorentz

            Hendrik Lorentz (1853 a 1928) físico Neerlandês fez a mesma pergunta e a sua resposta é chamada de Covariância de Lorentz: Trata-se de uma não alteração em certas equações físicas quando aplicadas sob certas condições, em outras palavras: quando certos eventos físicos se tornam constantes e independentes de seu campo referencial inicial, a covariância é então medida entre duas variáveis ou vertentes que se mantêm inalteradas devido ao encontro de sua igualdade. (pelo menos é assim que entendo! ☺) De forma mais abrangente podemos dizer que a partir de uma ínfima variação em um campo todo o restante do espaço corresponde a esta variação independente do seu ponto inicial, é a relação espaço-tempo de cada observador que varia e não a observação em si.

Bem, estou dando a cereja antes de apresentar o bolo, mas quero com essas explicações apenas pautar o próprio Método Indutivo Puro, sugerido por Bacon e apresentar várias e várias experimentações cientificas, e com essas eu vou apresentar minha ideia de espaço e outras constantes das grandezas físicas sem cair em prevaricações de pseudociência ou idéias exotéricas, pois não quero ter o risco de cair em uma aversão com toda a ciência já descoberta e nem usá-la como alicerce para mais e mais desconjuntaras, quero sim apresentar um total apoio e complementar esta mostrando que os erros foram apenas a falta de desapego aos ídolos. Enfim, não quero ser mais um entre tantos por ai que usa a ciência pra pregar suas crenças o que quero é ser simplesmente um a dizer o que o mundo realmente é.

            Mais uma vez quero mostrar mais um vídeo que apóia esta explicação, feito por Jos Leys e seus colaboradores, que explica em imagens o que a mente por si só tem dificuldades pra ver.




No vídeo duas figuras (bolinhas) uma verde e outra azul representam duas atmosferas diferentes que, embora se encontrem num mesmo ponto de partida dão origens a trajetórias diferentes, em outro momento vemos que trajetórias diferentes (bolinha azul e outra amarela) participam da mesma conjuntura como na figura ao lado. Bem assim como a ferradura encontra com o infinito vemos que o infinito acaba se encontrando em um mesmo conjunto ordenado de campos. Isso implica que o Espaço e o tempo não necessitam de alguma outra ordem a não ser a própria ordem dada pelo próprio espaço-tempo. Á grosso modo e falando de forma mais humana, seria como um aspecto até meio arrogante do espaço impor ao tempo uma variação dele mesmo enquanto o tempo reencontra uma invariável dentro do mesmo espaço.



            Esta figura é conhecida como atractor Lorenz, (Não confundir com Lorentz) pode ser definido como o conjunto de comportamentos típicos que evoluem em um sistema dinâmico independentemente do ponto de partida.

            Agora vou agregar a tudo isso só mais um conhecimento do mundo físico e depois vou partir logo para o bolo.

O Efeito Zeeman

Pieter Zeeman (Neerlandês, 1865 á 1943) Amigo de Lorentz, revelou ao mundo o que é chamado hoje de efeito Zeeman, trata-se do desdobramento do espectro eletromagnético de duas formas diferentes:
  1. Se a observação for feita em paralelo ao vetor de indução magnética, o espectro original dá origem a duas raias.
  2. Se a observação for feita na perpendicular (900 graus) então vemos 3 raias.

São muitos os efeitos que podem ser enumerados e citados e outros grandes nomes como Friedrich Paschen, Lagrange, Calls Friedrich Gauss, James Clark Maxwell, Edward Norton Lorenz... E muitos outros, todos de alguma forma e a sua maneira chegaram a uma mesma porta que ao abri-la reencontraram com o infinito!


            Quero dizer aqui, que não tenho lá algum grande estudo sobre todos estes homens da ciência, sei que foram notáveis e com um conhecimento impar na construção de toda a ciência que temos hoje, citá-los aqui e em outros artigos é uma grande demonstração de carinho e respeito por todo o trabalho realizado por eles, alguém que conseguisse entender e conhecer todos os estudos feitos por estas pessoas seria uma verdadeira biblioteca humana, seria exigir demais de um ser humano só, mas o que vejo em comum e com o pouquinho que consegui entender de cada um é que de certa forma toda esta ciência pode ser resumida e observada através de uma lógica que vou apresentar agora e que se a ciência de agora com todas as suas regras e princípios não pode negar que a lógica que voz apresento neste e em outros artigos, estão intimamente ligadas em uma única ciência, a essa ciência dei o nome de PRINCÍPIO DA REDUNDÂNCIA.

Se Você soubesse a magnificência dos números 3, 6 e 9
Então você teria a chave do Universo.
Nicola Tesla.

            O vídeo mostra que todos os ângulos ao serem somados os seus números caem para 9, da mesma forma figuras poligonais resultam em 9 e outras curiosidades mais, que por sua vez pode não ser só simples coincidência e também não se trata de um jogo exotérico ou simplesmente uma pseudociência. Em 2007 eu simplesmente estava tentando enumerar esta imagem ao lado, pois a imagem é de um hexágono e ao mesmo tempo de um cubo em 3 dimensões de área, queria entender em quais as faces eu poderia encontrar os números primos e ver que, se de alguma forma dentro de um espaço tridimensional surgiria uma forma de organização primal! Bem, confesso que desanimei da tarefa, mas em 2013 voltei a brincar com a imagem.

            O que consegui foi imaginar os números organizados nas 6 faces..., pra encurtar a história cheguei a esta tabela como matriz:

01
07
13
19
25
31
37
43
49
55
61
67
73
79
85
91
97
02
08
14
20
26
32
38
44
50
56
62
68
74
80
86
92
98
03
09
15
21
27
33
39
45
51
57
63
69
75
81
87
93
99
04
10
16
22
28
34
40
46
52
58
64
70
76
82
88
94
100
05
11
17
23
29
35
41
47
53
59
65
71
77
83
89
95
101
06
12
18
24
30
36
42
48
54
60
66
72
78
84
90
96
102

            Como podemos ver os números primos se alinham na primeira e na quinta linha. Existem outras tantas curiosidades que já mencionei no artigo anterior, mas pra este artigo quero mencionar outras coisas que se encontram ligadas a Ferradura de Smale e todas as outras ciências apresentadas até aqui; na diagonal e descendo os números se somam de 7 em 7; n + 7 = y, já para a direita se somam de 6 em 6; n + 6 = x, na diagonal e subindo é de 5 em 5; n + 5 = z, a isso eu atribui o nome de Ceteris Paribus, ou seja: tudo o mais é constante, seria a mesma constante e variável infinita de Smale, até ai parece que não há nada de novo aqui, mas assim como o sistema atractor de Edward Norton Lorenz (1917 á 2008), outro criado em 1970 por Birman, Guckenheimer e Williams  simplificou o sistema que se  pode construir com tiras  de papel como na figura abaixo:

Mas somente em 2001 para que o matemático Warwick Tucker demonstrou que as tiras de papel descrevem bem o movimento de Lorenz: De 0,0 até 0,5 estamos à esquerda, de 0,5 até 1,0 a direita, partindo do ponto x o ponto de retorno é 2x se x for menor que 0,5 e 2x - 1 se x é maior que 0,5. Aqui vemos os dois modelos juntos:


Agora vamos refletir sobre qual seria a relação entre o atractor, as tiras de papel, a ferradura, e o meu modelo bidimensional das faces de um cubo..., e tudo isso ligado aos spins: Número quântico associado a uma partícula, e que lhe mede o momento angular intrínseco. De acordo com as regras da mecânica quântica, o spin pode tomar apenas certos valores especiais, iguais a um número inteiro, ou a um número semi-inteiro, multiplicado pela constante de Planck reduzida. (fonte: Dicionário Aurélio)

Vejamos novamente a tabela:
01
07
13
19
25
31
37
43
49
55
61
67
73
79
85
91
97
02
08
14
20
26
32
38
44
50
56
62
68
74
80
86
92
98
03
09
15
21
27
33
39
45
51
57
63
69
75
81
87
93
99
04
10
16
22
28
34
40
46
52
58
64
70
76
82
88
94
100
05
11
17
23
29
35
41
47
53
59
65
71
77
83
89
95
101
06
12
18
24
30
36
42
48
54
60
66
72
78
84
90
96
102
Para facilitar a visualização do que quero mostrar vamos retirar os números e considerar apenas as ligações que existem entre eles sendo cada número uma cor do arco Iris pra melhor identificação começando com violeta para 1:
As setas indicam a bijeção dos números para com seus múltiplos. O 1 não é múltiplo, mas fiz apenas pra indicar que o número 1 é uma constante em todos os números, o que vale dizer então que o infinito está presente em qualquer coisa que possa ser numerada, até mesmo o nada! Não tenho o talento de Jos Leys para artes gráficas, se percebe pela imagem, mas assim como vimos que o espaço se organiza de forma ordenada e até excêntrica os números primos também apresentam a mesma ordem como nesta imagem:

Infelizmente eu não salvei a informação de quantos números primos temos nesta imagem, mas reparem que eles aparecem agrupados em certos pontos e outras regiões permanecem vazias, apesar de ser uma imagem bidimensional me surpreende a beleza da distribuição se parecer com a imagem de todas as galáxias. As imagens também se parecem com cubos assim como os cubos que vemos na figura acima que me inspirou na matriz de números primos.


                   
            Da mesma forma que o atractor da tira de papel cujo meio é 0,5 na tabela que montei de 6 está no meio entre os números primos, e da mesma forma 6x -1 ou 6x + 1 é primo se x não for par ou menor que 6 ou já tiver seu menor múltiplo comum em uma das colunas de 1 ou 5, o 6 é o primeiro múltiplo comum dos dois primeiros números primos 2 e 3, + 6 ou - 6 significa também + ou – uma coluna. Logo no começo quando falei que o espaço se divide em duas características distintas: 1 somente de área, pois o número 6 cobre este requisito já que este, de acordo com a tabela segue seus múltiplos na perpendicular e portanto o número 6 pertence ao espaço das abscissas, já as 5 colunas restantes podemos encontrar toda e qualquer vibração do espaço possível e infinitamente, por isso podemos definir um valor qualquer para o plano do espaço e a partir deste ponto podemos definir em qualquer ordem escalar o valor de uma vibração, ou a ordem de t2 no plano das ordenadas que encontramos nesta tabela este valor, tanto para o maior como para o menor valor e isto leva a valores infinitos, tanto para escala de Planck acima como para baixo, podemos encontrar um valor de vibração para cada grão de poeira no espaço como para os nossos pensamentos, para um planeta ou para toda uma galáxia e até para um conjunto delas. As Linhas coloridas que tracei seguem ao infinito só para se ter uma ideia podem se encontrar na ordem de 1 hertz para 1 ano luz de distância no espaço.

            É como na figura dos números primos, tem outras figuras geométricas que exprimem a mesma característica, no caso aqui quero mencionar apenas a figura acima pra dizer que se pudéssemos imaginar essa distribuição em 3 dimensões teríamos regiões no espaço no qual qualquer que seja a grandeza física sem estabelecer um ponto inicial, mesmo este ponto sendo definido como 0 simplesmente não haverá o que medir, pois a posição real só é possível entre uma ordem primal e outra, assim como também as grandezas físicas podem ser reencontradas ainda que em uma escala de magnitude de maior ou menor grau nas casas 20 e 28, ou seja 5 + 5 + 5 + 5 = 20 e 7 +7 + 7 +7 = 28, O que significa isso?

            Assim com 6x+ ou – 1 = Primo, nas diagonais onde tem um Primo +20 ou – 20 = Primo e +28 ou – 28 = Primo novamente, estas grandezas leva o espaço a ter os campos dimensionais em 20 outras grandezas, pois excluindo a coluna, ou melhor, dizendo a abscissa 6 as diagonais resultam em valores de grandezas infinitesimal tanto ao micro quanto ao macro cosmos, isso nos leva a pensar nos fractais que por coincidência (será ☺) os valores 20 e 28 se encontram nas equações de Lorenz:


                                                            
Já o 8/3 sinceramente não sei de onde vem! ☺

Bom, Este artigo está um pouco longo demais, no entanto tenho muito outros pensamentos que gostaria de mencionar aqui mesmo sem conhecimento matemático, no entanto vou encerrar a parte AXIOMATICA por aqui e para o próximo artigo da série espero que os leitores entendam que avançarei no campo dos Princípios e abordarei como a ressonância pode aproximar os campos sem o uso de qualquer força, poder ou energia que seja, tudo é e será sempre o que é possível ser e nossa missão aqui é fazer com que o Universo tenha conhecimento de si mesmo, mesmo que este conhecimento tenha de se abrigar em nós.